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Ananda Barata: Estudante de Moda
Laís Lepper: Estudante de Moda

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Neoclássico/Estilo Império

Nas duas últimas décadas do século XVIII e nas três primeiras do século XIX, uma nova tendência estética predominou nas criações dos artistas europeus. Trata-se no Neoclassicismo, que expressou os valores próprios de uma nova e fortalecida burguesia, que assumiu a direção da sociedade europeia após a Revolução Francesa e principalmente com o império de Napoleão.
Esse estilo chamou-se Neoclassicismo porque retomou os princípios da arte da Antiguidade Greco-romana.

De acordo com a tendência neoclássica, uma obra de arte só seria perfeitamente bela na medida em que imitasse não as formas da natureza, mas as que os artistas clássicos gregos e os renascentistas italianos já haviam criado. E esse trabalho de imitação só era possível através de um cuidadoso aprendizado das técnicas e convenções da arte clássica. Por isso, o convencionalismo e o tecnicismo reinaram nas academias de belas-artes, até serem questionadas pela arte moderna.




Ficheiro:Death of Marat by David.jpg
Jacques-Louis David: Marat assassinado.

Ficheiro:Jean auguste dominique ingres princesse albert de broglie.jpg
Ingres: Retrato da princesa de Broglie.


Vestuário do Estilo Império;


Moda Feminina
Os vestidos estilo Império tinham em cintura alta (logo abaixo do busto). Eram decotados e tinham pequenas mangas bufantes.  De tão finos, lembravam uma camisola e chegavam até os tornozelos com uma saia de formato em “A”.

O uso de vestidos brancos era um sinal de status social, já que o branco suja facilmente. Os vestidos brancos em geral, foram mantidos para a noite e durante o dia, usava-se cores ou tons pastel. No inverno era comum o uso de veludo e adquiria-se um calor extra através de anáguas de flanela.   Normalmente as roupas diurnas tinham golas, mangas e nenhuma ornamentação. As noturnas tinham enfeites em renda, grandes decotes, um tecido extra na parte traseira, formando um volume que podia ser carregado nas mãos. Os vestidos noturnos eram usados com luvas longas. As moças usavam cores suaves e as senhoras cores mais sérias.

Não se usava corset, mas nessa época começou a surgir o que seria o sutiã moderno. Para evitar a transparência dos vestidos, era usado um tipo de pantalona em tom nude que ia até o tornozelo ou abaixo do joelho.   Os rufos voltaram à moda, assim como os bordados foram re-introduzidos. Havia paixão por xales. Saber usar um xale com graça era característica da mulher elegante, então, a peça era fundamental no guarda roupas feminino. Os penteados imitavam as estátuas gregas: cabelos presos repartidos ao meio, cachos caindo em torno do rosto.





Moda Masculina
Devido à influência inglesa na moda masculina, a casimira – tecido preferido dos alfaiates ingleses, foi introduzida na França. A casimira é um tecido que pode ser bem esticado e bem moldado. Assim, a casimira se torna a essência da elegância e nascem os primeiros Dandis, que surgiram ao mesmo tempo em Londres e Paris.
Gerorge Bryan Brummel, não lançou a moda dandi, mas foi o homem que definiu o estilo. Ele se orgulhava de suas roupas não terem rugas e de suas calças se ajustarem à perna como se fosse sua própria pele.

O dandismo pregava uma elegância refinada, sóbria. Era um repúdio à extravagância e ostentação da geração anterior. Os trajes eram em cores primárias, muitas vezes sendo as peças: casaca, colete, calções, casacos, um de cada cor. Os coletes eram curtos e de corte quadrado. Os botões ficavam abertos pra mostrar o babado da camisa. Durante o dia usavam-se calções justos por dentro das botas de montaria. À noite, meias de seda com scarpins.

Também podiam usar calças largas que não mostravam o contorno das pernas. O colarinho da camisa era virado pra cima, com as duas pontas projetadas sobre o rosto, firmadas por um lenço chamado de plastrom, que eram quadrados de gaze, musselina ou seda dobrados em forma de tira e enrolados em volta do pescoço. Essa tira, de tão dura, tornava quase impossível virar ou abaixar a cabeça, o que contribuía para a fama arrogante do dandi.

Os dandis usavam cartolas e à noite um chapéu chamado bicorne, em formato de lua crescente.  Os cabelos eram curtos, ocasionalmente usavam costeletas ou bigodes.  Iniciou-se o uso da bengala, o novo símbolo da elegância. Após 1819, as roupas dos dandis ficaram ainda mais extravagantes: as cartolas ficaram com a copa mais larga que a aba, as extremidades dos colarinhos chegavam quase até os olhos, as calças terminavam logo acima das botas, o plastrom ficou mais apertado e mais alto e a cintura passou a ser afinada com espartilhos.


 




Dicas de filme;

Orgulho e Preconceito (2006)





Inglaterra, 1797. As cinco irmãs Bennet - Elizabeth (Keira Knightley), Jane (Rosamund Pike), Lydia (Jena Malone), Mary (Talulah Riley) e Kitty (Carey Mulligan) - foram criadas por uma mãe (Brenda Blethyn) que tinha fixação em lhes encontrar maridos que garantissem seu
 futuro. Porém Elizabeth deseja ter uma vida mais ampla do que apenas se dedicar ao marido, sendo apoiada pelo pai (Donald Sutherland). Quando o sr. Bingley (Simon Woods), um solteiro rico, passa a morar em uma mansão vizinha, as irmãs logo ficam agitadas. Jane logo parece que conquistará o coração do novo vizinho, enquanto que Elizabeth conhece o bonito e esnobe sr. Darcy (Matthew Macfadyen). Os encontros entre Elizabeth e Darcy passam a ser cada vez mais constantes, apesar deles sempre discutirem.










Trabalho feito em aula:


Cartola dos Dandis feito com papel camurça! 

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